“A parábola dos talentos” – GADE Santos 12/05/2012

“O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco.” (Mateus 25,16)

O famoso violinista Fritz Kreisler (1875-1961) descobriu um violino especial numa de suas viagens, mas naquele momento não tinha dinheiro para comprá-lo. Ao voltar para comprar o instrumento, o violino tinha sido vendido a um colecionador. Kreisler foi atrás do homem para comprar o violino, mas o colecionador disse que aquele era um dos itens mais caros de sua coleção e não podia vendê-lo. Mesmo desapontado, antes de sair, o violinista teve uma ideia: “Será que eu posso tocá-lo antes que fique na coleção, destinado ao silêncio e sem uso?”

O dono da loja permitiu e uma bonita música encheu o recinto. A reação do homem foi imediata: “Não posso guardá-lo para mim”, disse. “É seu, Sr. Kreisler. Leve-o e que as pessoas o escutem.”

A parábola dos talentos fala da expectativa de um senhor diante de três dos seus empregados. Todos receberam talentos. O talento era uma medida de peso que depois passou a ser uma medida de unidade monetária. Era equivalente a 15 anos ou 180 meses de trabalho. No caso de o salário mínimo ser R$ 1.000,00, um talento equivaleria a R$ 180.000,00. Uma boa quantia para investimento.

Na hora da prestação de contas, houve duas aprovações e uma desaprovação. Enquanto dois empregados conseguiram lucro de 100%, o outro ficou em zero.

Quando o senhor voltou para acertar as contas, o empregado disse: “Guardei direitinho, bem escondido! Estava só esperando para entregar de volta o que é seu. Aqui está completo e dentro do prazo. Sou um bom funcionário?” A reação de qualquer pessoa que deixou essa quantia um ano sem fazer investimento seria de indignação. “Se você sabia que eu ia ser duro em cobrar, porque não fez pelo menos uma aplicação de renda fixa? Você teve mais medo de mim do que de se arriscar!”

Hoje falamos que os talentos e as habilidades são um presente de Deus para nós. Que talentos Ele nos deu? Que uso estamos fazendo deles? Seja o nosso tempo, dinheiro, influência, saúde, faculdades mentais, todos são concedidos por Deus e cabe a nós multiplicá-los pelo uso sábio. “O êxito não é resultado do acaso, nem do destino; é a operação da providência de Deus, a recompensa da fé e discrição, da virtude e do esforço perseverante” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 353.)

Sempre que surgir uma oportunidade, saiba que você tem o talento para aproveitá-la.

Fonte: CPB

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“15/5: dia Internacional da familia” – GADE Jr. 12/05/2012

“Queridos adolescentes, no Menino que vocês admiram no presépio, aprendam a ver já o rapaz de dozes anos que dialoga com os doutores, no Templo de Jerusalém. Ele é o mesmo homem adulto que mais tarde, pelos trinta anos, começará a anunciar a palavra de Deus, escolherá os doze apóstolos, será seguido por multidões sequiosas de verdade. A cada passo, confirmará o seu ensinamento extraordinário com os sinais do poder divino: restituirá a vista aos cegos, curará os doentes, até os mortos ressuscitará. E entre os mortos chamados à vida contar-se-á  a filha de Jairo – também ela com doze anos-, e o filho da viúva de Naim, restituído vivo à sua mãe banhada em lágrimas.

É assim mesmo: este Menino, acabado agora de nascer, quando Se tornar grande com Mestre da Verdade divina, manifestará um afeto extraordinário pelas crianças. Dirá aos apóstolos: “Deixai vir a Mim as criancinhas, não as afasteis”, acrescentando: “Pois a quem é como elas pertencem o Reino de Deus” (Mc 10,14). Outra vez, quando os Apóstolos discutem sobre quem seria o maior, pôr-lhes-á diante uma criança dizendo: “Se não vos converterdes voltando a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino dos Céus” (Mt 18,3). Naquela ocasião, pronunciará também palavras de advertências muito severas: “Mas se alguém escandalizar um desses pequeninos que crêem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem em volta do pescoço uma mó de moinho e o lançassem nas profundezas do mar” (Mt 18,6)

Como é importante a criança aos olhos de Jesus! Poder-se-ia mesmo observar que o Evangelho está profundamente permeado pela verdade sobre a criança. Até seria possível lê-lo, no seu todo, com o “Evangelho da criança”.

Na verdade, que quer dizer: “Se não vos converterdes voltando a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino dos Céus”? Porventura não apresenta Jesus criança como modelo também para os adultos? Na criança, há algo que nunca pode faltar em quem deseja entrar no Reino dos Céus. Ao céu, estão destinados aqueles que são simples como as crianças, cheios de confiante abandono, ricos de bondade e puros como elas. Só esses podem encontrar em Deus um Pai e tornarem-se, por sua vez e graças a Jesus, igualmente filhos de Deus. “

(Carta do Papa João Paulo II aos adolescentes no ano da família)

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3º Dia do Seminário A Vida de Jesus: “A missão de Jesus” – GADE SP 12/05/12

Nós cristãos agimos, hoje, como Jesus agiu no seu tempo: divulgamos a Boa Nova do Evangelho,, somos missionários, damos continuidade ao projeto de Cristo.

Há algum tempo, missionário era o cristão que pregava o Evangelho onde não existiam batizados: entre os índios, na África, na China, no Japão etc.

Hoje, o missionário precisa pregar nas cidades dos batizados e, assim, atrair para Cristo os cristãos que estão fora da Igreja e não frequentam a comunidade.

Por Cristo o mundo teve a oportunidade de conhecer o reino do Pai. Ele criou uma comunidade de discípulos e preparou-os para a missão de levar o Evangelho ao mundo.

Anos mais tarde, outros seguiram os passos desses discípulos, com Madre Tereza de Calcutá, Madre Paulina, Irmã Dulce, São Francisco de Assis, Joao Paulo II e Dom Bosco. Cada um, a seu modo, seguiu os ensinamentos de Jesus e atraiu outros cristãos para viver essa experiência.

O que leva as pessoas a seguirem Jesus é a Sua própria pessoa, Sua amizade, Seu anúncio de um encontro. O Mestre veio ao mundo com uma missão: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundancia” (Jo. 10,10)

Essa missão pertence a nós cristãos também, pois é uma missão de amor.

O amor salva e faz a pessoa se arriscar. Quem tem um amor empenha-se numa causa, num projeto e reúne outros a sua volta para ajudar a executá-lo.

É preciso ter preocupação humanitária como todos os santos da Igreja, homens e mulheres de grandes realizações em favor da humanidade. Nos momentos de dificuldades sempre sentiam a presença de Cristo e, como Ele, não ficaram apenas na oração, mas entraram em ação para glorificar o Pai.

Um belo exemplo para todo missionário é o apostolo São Paulo, de quem a Igreja celebrou dois mil anos de nascimento em 2008.

Paulo passou de perseguidor dos cristãos a apóstolo apaixonado por Cristo. Ele fez longas viagens durante toda a sua vida com a finalidade de propagar o Evangelho. Paulo registrou, em suas cartas destinadas às comunidades cristãs fundadas por ele, todos os sofrimentos pelos quais passou em sua trajetória.

Paulo foi ao mesmo tempo missionário, pastor e teólogo, apresentando os grandes mistérios de Deus, da Sua Igreja e da graça. Viveu a experiência amorosa com Deus, que o amava, e a Ele entregou sua vida. Dizia viver crucificado, sofrendo pelo Evangelho, mas feliz.

Padre Mario Bonatti

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2º Dia do Seminário A Vida de Jesus: “Infância e Juventude” – GADE SP 05/05/12

A respeito de Jesus nos anos de sua infância a bíblia diz: “Jesus crescia em estatura, graça e sabedoria diante de Deus e dos homens!” (Lc. 2,52).

Sua mente era brilhante e ativa, era rápido na percepção e sua capacidade de reflexão e sabedoria estava alem de sua idade. Embora seus modos eram simples e infantis, crescia em estatura e inteligência como outras crianças. Ele sempre demonstrava um espírito cordial, generoso e suas mãos laboriosas estavam sempre a servir os outros, era paciente e honesto, firme como uma rocha em questões de princípios, jamais deixando de ser gentil com todos que o cercavam. Em sua casa e em qualquer lugar que podia estar era como a luz do sol. Era atencioso e prestativo com os mais idosos e pobres e mostrava bondade até com os animais cuidava com carinho de um pássaro ferido e cada ser vivo sentia-se feliz com sua presença.

Toda criança pode adquirir conhecimento, como Jesus, deveria aprender aquilo que é verdadeiro, e que a falsidade e mentira não nos faz bem. Somente a verdade tem valor e isso podemos aprender na palavra de Deus e suas obras. Quando estudamos essas coisas os anjos nos ajudam a ver a sabedoria e a entender bondade de Deus . O nosso intelecto se fortalecera e nosso coração ficara mais puro e seremos mais semelhantes a Cristo. Era assim que ele crescia em estatura e força, crescendo também em conhecimento e sabedoria.

A cada ano José e Maria viajavam a Jerusalém para as festividades da páscoa ,quando Jesus tinha 12 anos de idade ele o levaram consigo. Era uma jornada agradável as pessoas iam a pé ou em lombos de bois ou jumento, gastando alguns dias de viagem. A distancia entre Nazaré e Jerusalém é de aproximadamente 100km, de todas as partes e de outros países vinham pessoas para a festa e os que moravam na mesma região seguiam em caravanas. A festa era celebrada no fim de março ou começo de abril, na primavera quando toda terra ficava coberta de flores. A caminho os pais contavam para os seus filhos as maravilhas de Deus, o que Ele havia operado a favor de Israel no passado e com frequência cantavam os lindos salmos de Davi. Nos dia de Cristo as pessoas eram frias e formais em suas dedicação a Deus, pensavam mais em suas satisfação próprias do que na bondade de Deus para com eles.

Todavia não era assim com Jesus, ele gostava de meditar a respeito de Deus. Quando chegou ao templo observou as atividades dos sacerdotes inclinou-se com os adoradores para orar e sua voz uniu-se a deles em cânticos de louvor. Jesus preferia ficar a sós, desse modo não permaneceu com seus pais no templo e quando regressaram não estava com eles.

Em uma sala anexa ao templo havia uma escola dirigida pelos habinos e foi para aquele local que Jesus dirigiu-se por algum tempo, assentou com outras crianças de sua idade aos pés dos grandes mestres e ouviu suas palavras. Os judeus tinha muitas idéias erradas a respeito do messias, o Cristo, contradiziam os homens cultos, faziam perguntas a respeito do que os profetas haviam escritos como alguém que desejavam aprender.

O capitulo 53 de Isaias fala a respeito da morte do salvador. Jesus leu este texto e perguntou aos habis a cerca do seu significado os mestres não puderam responder, começaram então a fazer perguntas a Jesus e se surpreenderam com o conhecimento que ele tinha das escrituras, viram que sua compreensão da bíblia era muito melhor do que a deles. Jesus portava-se com tanta modéstia e cortesia que não puderam contrariá-lo, queriam mante-ló como aluno para ensinar e explicar a bíblia como eles faziam.

Quando José e Maria deixaram Jerusalém para retornar ao lar não perceberam a ausência de Jesus, pensaram que ele estava na companhia de alguns dos seus amigos, mas ao pararem para acampar a noite sentiram falta da sua cooperação e procuraram ele entre os grupos mas foi inútil. José e Maria sentiram grande temor lembraram de que Herodes tentou matar Jesus, na sua infância e temeram que algum mal lhe tivesse acontecido. Com o coração entristecido voltaram a Jerusalém, mas não acharam o menino se não depois de três dias, grande foi a alegria em encontra-ló, embora Maria o repreendesse por deixa-ló , ela disse: “Filho, porque fizestes assim conosco? O teu pai e eu estávamos a tua procura.”

Então, Jesus disse: “Porque me procuras? Não sabes que estava na casa do meu pai?” (Lc 2, 48-49). Ao falar estas palavras Jesus apontou para o céu e seu rosto apareceu uma luz que os deixou admirados. Jesus,sabia que era o filho de Deus que tinha sido enviado ao mundo. Maria jamais esqueceu estas palavras. Nos anos seguintes ela compreendeu seu maravilhoso significado.

Embora soubesse que era filho de Deus, Jesus retornou a Nazaré em companhia de José e Maria. Até os seus 30 anos de idade era submisso, como diz a Palavra em Lucas 2, 51. Aquele que tinha sido comandante do céu tornara-se na terra um filho obediente. Esperou, então, o tempo determinado para realizar a obra que Deus havia designado. Jesus viveu no lar de um operário, um homem pobre, com fidelidade, alegria e cumpria sua parte para ajudar no sustento de sua família. Quando obteve idade suficiente aprendeu o oficio e passou a trabalhar na carpintaria com José, vestido com a roupa rústica dos operários. Jesus passava pelas ruas do vilarejo indo e vindo do trabalho, jamais usou seu poder divino para tornar a vida mais fácil para si. Enquanto Jesus trabalhava durante a infância e juventude seu corpo e mente se tornaram vigorosos, ele empregava todas as suas faculdades de modo a conserva–la saudável para realizar o melhor trabalho possível. Tudo que fazia era bem feito, desejava ser perfeito até mesmo no manejo das ferramentas. O seu exemplo nos ensinou que devemos ser laboriosos e realizar nossas tarefas cuidadosamente, e que um trabalho realizado desse modo é honroso .

Todos devem ser ocupar de algo que seja útil para si mesmo e para os outros. Deus nos deu o trabalho como uma benção. Ele se agrada com as crianças que desempenham sua parte com os deveres domésticos aliviando o fardo do pai e da mãe, e tais crianças ao crescerem e deixarem a família serão uma bênção para a sociedade. Os jovens que por principio procuram agradar a Deus, realizando o trabalho corretamente, serão úteis ao mundo ao serem fieis em posição humildes, pois desta forma estarão se preparando para ocupar posições mais elevadas.

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