Namoro, tempo de descoberta em Deus!

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (I Corintios 13, 4-7)

namoro e castidadeAo invés de procurar um grande amor é preciso buscar o Verdadeiro Amor, que somente Deus tem para nós.

Primeiramente um pouco de nosso testemunho, antes de namorarmos, fomos grandes amigos, melhores amigos por mais de dois anos. Deus foi curando em nós muitas coisas, nos preparando realmente para que pudéssemos ser para o outro um caminho para Deus.  Nós pudemos experimentar o que é ver alguém através dos olhos de Deus, e não impor à Deus o que simplesmente  queremos. Hoje podemos testemunhar que a maior graça do nosso namoro é poder ter conhecido verdadeiramente, antes, a pessoa que temos ao lado, como é bom amar antes de se apaixonar. “Conquista-se um coração com aquilo que somos, e não com aquilo que damos”. Atualmente vivemos num mundo que diz que se relacionar com um amigo não dá certo, pois pode estragar a amizade. Se for um relacionamento em Deus, com respeito, amizade acima de tudo (ela jamais pode deixar o casal), mesmo que não seja da vontade de Deus que o relacionamento siga até o matrimônio, ficará o sentimento de que valeu a pena.

O que leva os jovens a se precipitarem em relacionamentos sem bases nesse Amor Verdadeiro é a carência afetiva. A carência acaba baixando a guarda e fazendo com que a pessoa se entregue mais rapidamente a alguém que ela mal conhece e fatalmente abrindo espaço para um sofrimento futuro. Se basearmos nossa vida em uma pessoa, temos 100% de chances de sofrer. Não podemos namorar tentando o tempo todo agradar o outro e esquecer de sermos nós mesmos, mas ao mesmo tempo não podemos namorar para satisfazer nossas necessidades e vontades, é um equilíbrio, namoramos para fazer o outro feliz com aquilo que somos.

A hora certa de namorar? É difícil responder, pois não há uma formula mágica. Porém há uma receita que nós provamos que deu muito certo… Oração + Diálogo. Não podemos pular etapas, e tivemos a graça de não “ficarmos”. Imagine se tivéssemos ficado quando nos conhecemos, um nunca tendo sido de igreja e o outro, mesmo tendo nascido na igreja, estava numa fase de “rebeldia adolescente”. Como seria possível, por exemplo, viver a castidade no namoro? Foi com o tempo e através de  nossa amizade que Deus foi nos moldando, e esse amor entre nós teve um centro chamado Jesus. Eu, Bruno, entrei na igreja através de um convite de uma amiga…adivinha qual foi? A Regina. E hoje vejo que Deus escolheu tudo, pois juntos, nos evangelizamos, e como amigos ajudamos ao outro a crescer a ponto de se tornar a pessoa que sonhávamos para formar uma família.

Tocamos no assunto castidade, como é assustador para as pessoas pensar num casal jovem que queira nos dias de hoje casar virgens. E não se iludam pensando que somos super heróis, pois quantas vezes durante o nosso namoro fomos tentados e caímos muitas vezes, passando um pouco dos limites. Todos tem a tendência de falar “nossa, mas comigo é diferente, eu não consigo me controlar mesmo, é muito mais forte do que com qualquer pessoa” … chega a ser engraçado, tendo em vista que é difícil para todos controlar os próprios instintos. Realmente é muito difícil essa escolha, pois é aí mesmo que o inimigo mandará seu exercito para nos querer para ele, é justamente aí que será mais difícil seguir o que Deus nos pede. Mas como diz uma frase que nos move a cada dia buscar isso: “Castidade, Deus quer, você consegue!”. A luta é difícil, mas Deus nos prometeu que mandaria uma força do alto que nos revestiria, e é por essa força que poderemos lutar contra as tentações, pois por nós mesmo não conseguiríamos. Mas uma dica básica foi dada por José Maria Escrivá: “Não tenhas a covardia de ser ‘valente’, foge!” … ou seja, devemos evitar as situações (os lugares, por exemplo) que tornam ainda mais difícil nos controlarmos…não devemos cutucar a onça com vara curta. Indico à todos os jovens que leiam o livro “Namoro, tempo ou passatempo?” de Ítalo Fasanella, pois nele temos muito claro o que Deus nos pede em um namoro, este livro foi até base para alguma das citações deste texto.

São Paulo já dizia “Orai e vigiai”, e assim poderemos seguir a vontade de Deus para a nossa vida, viver a Castidade.

“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma.” (1 Cor 6, 12).

Que Deus abençoe!

Com a benção da Sagrada Família!

Bruno Onofrio e Regina Fasanella (Discípulos – SP)

14/01/2011

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